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sexta-feira, 07 maio 2021 12:27

Mucathe ou Boroa: um cartão de visita da província da Zambézia

Mucathe ou Boroa Mucathe ou Boroa Edmilson Mucuala

A província da Zambézia, mais concretamente a cidade de Quelimane e alguns distritos circunvizinhos como Inhassunge, Nicoadala, Namacurra e Maganja da Costa, é uma das maiores referências na produção de arroz. Como resultado, este constitui um dos principais alimentos para as populações locais, que também usam o arroz para produzir outros derivados.

Um dos mais emblemtáticos e mais apreciado derivado de arroz é o Mucathe ou boroa, que, para além da farinha de arroz, usa-se tamém o leite de coco, açúcar, sal, e em alguns casos a polpa do coco ralado, para o seu fabrico.

O Mucathe ou Boroa é, normalmente, consumido nos tempos de lazer e também servido nas cerimónias, até porque é um dos pratos principais nas cerimónias tradicionais da cidade de Quelimane.

Modo de preparação
O Mucathe ou Boroa tem uma das receitas mais simples.Veja a seguir os passos para a confecção deste alimento.

Primeiro - Mergulha-se o arroz numa bacia durante 5 minutos; depois tira-se da água colocando numa peneira a fim de escorrer a água por 30 minutos.

Segundo - Passados os 30 minutos, pila-se o arroz, a ponto de se conseguir uma farinha. Com aajuda de uma peneira de rede ou mesmo a tradicional de palha, vai-se peneirando para garantir uma farinha fina.

Terceiro - Uma vez conseguida a quantidade de farinha desejada, volta a meter-se a mesma no pilando, onde se juntam os outros ingredientes: o leite de coco, açúcar de acordo com a quantidade da farinha, e um pouco de sal. Com a ajuda do pau do pilão mistura-se os ingredientes .

Quarto - A massa não pode estar muito leve e nem muito espessa, isto para facilitar a preparação dos bolinhos.

Quinto - Coloca-se ao lume uma panela com água, até esta começar a ferver. Mergulham-se na agua fervente os bolinhos preparados e deixa-se cozer durante 30 minutos.

Sexto - Por fim, depois dos 30 minutos de cozedura, os bolinhos devem ser colocados em água fria; lavam-se e colocam-se numa travessa.

Depois de arrefecidos, os bolinhos podem ser degustados. De acordo com os nativos, os bolinhos são mais deliciosos no dia seguinte.

 

Escrito por Edmilson Mucuala para Tsevele

 

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