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terça-feira, 04 outubro 2022 20:02

As pontes da Ilha de Moçambique: ligando o passado ao presente

As pontes da Ilha de Moçambique As pontes da Ilha de Moçambique

Ponte Velha 

O Cais da Ilha de Moçambique, comumente chamado de "Pontão" ou a "Ponte Velha" pelos moradores locais, é um lugar mítico que dá para a praça em frente ao Palácio de São Paulo. Foi construída nos anos 80 a 90 do século XV e fica localizada a leste da Fortaleza e Igreja de São Sebastião e a Capela de Nossa Senhora de Baluarte.

Por volta do século XV, aquando da passagem do navegador português Vasco da Gama em 1498, tornou a Ilha num dos centros de comércio internacional, onde eram feitas as trocas comerciais com a Europa e o Oriente. Sendo a Ilha de Moçambique a capital do país nessa altura, tornou-se o lugar onde se fazia o abastecimento de mercadorias e centro de reparação de navios para a Índia, que eram depois carregados de especiarias, ouro, marfim e escravos. Sempre que os navios chegassem à Ilha, este local (a ponte) era usado ponto de descargas. É também a partir daqui de onde partiam as pessoas para o lado continental como Lumbo, Mossuril, Ilha de Goa e Chocas mar.

Depois da independência de Moçambique, esta ponte começou a degradar por falta de uso e devido a várias tempestades. Como resultado desta deterioração no ano de 2006 o Município viu a necessidade de se fazer uma reconstrução da ponte para preservar as raízes históricas do empreendimento.

Hoje, a ponte tem servido como um marco histórico para os visitantes de vários lugares, onde muitas pessoas mergulham a volta do cais nos dias quentes de verão durante a maré cheia e tornou-se um tema fotográfico popular dos anos. Este local tem acolhido também eventos como o festival gastronómico "OTZIVA", realizado nos finais de ano e no dia da cidade da Ilha de Moçambique que se celebra a 15 de Setembro.

 

Ponte Sarmento Rodrigues

Inaugurada no dia 25 de Junho de 1967, permitindo a ligação com o continente, a ponte é assim chamada em homenagem ao governador geral de Moçambique colonial (1961-1964), Sarmento Rodrigues. Foi desenhada pelo engenheiro Edgar Cardoso e tem cerca de 3,5 quilómetros de extensão compostos de 8 desvios nas áreas laterais que se distam entre si 400 metros e algumas lombas dispersas em todo trajecto permitindo a redução da velocidade durante a travessia dos carros. A ponte permite a passagem de uma viatura, e o esquema funciona da seguinte forma - partem dois carros de cada extremo da ponte e cruzam-se no meio da ponte, um dos carros para no espaço aberto em uma das laterais da ponte e os outros passam, até permitir espaço para que o primeiro também siga a viagem.

Os outros meios de transportes como bicicleta e motorizadas também usam o mesmo esquema que os carros. Para além de passagem de carros, a ponte contém um espaço para a travessia de pedestres, e algumas pessoas posicionam-se na ponte para a pesca desportiva.

Escrito por Afia Gulamo Rassul Samimo para Tsevele

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