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Alvo Ofumane

Alvo Ofumane

Makwai é uma dança tradicional originária do sul das províncias de Sofala (Machanga, Buzi e Chibabava) e Manica (Machaze, Mussorize e Sussundenga) com o povo Ndau. A dança é também é praticada nos distritos de Mambone e Inhassoro, na província de Inhambane. Mais tarde, Ngungunhana e seus guerreiros levaram a dança de Goi-Goi no distrito de Mossurize em Manica, para a província de Gaza, quando instalaram a base do Império de Gaza no distrito de Mandlakazi, e foi aqui de onde surge a variante Makwaiela, dançada fundamentalmente no sul de Moçambique.  Na província de Sofala, a forma de dançar Makwai varia de distrito para distrito, mas há  passos identitários da dança, os chamados passos de base, que também acontecem na dança Utsi.

No distrito de Muecate, no Posto Administrativo de Imala, província de Nampula, existe um centro de adoração colectiva dos antepassados, designado WAPUIYAMUENE. Este é um lugar muito concorrido pelos nativos, não só, mas também por pessoas de outras regiões, que vão apreciar o local devido a sua história e apelar para sorte na sua vida.

Pfundla ou NwaPfundla (em língua Citswa), ou simplesmente coelho, é tido nos contos tradicionais Africanos como o animal mais astuto, o que vem realçado em diversas fábulas. Neste texto, trazemos algumas das mais populares fábulas presentes na tradição oral Moçambicana.

terça-feira, 03 maio 2022 18:55

Mbéua, uma iguaria exótica e sem igual

O mbéua é um tipo de rato consumido nas províncias de Sofala e Manica. O Termo mbéua é utilizado para diferenciar o rato do campo (o comestível), do rato “do lixo” ou o rato vulgar predominante nas casas, denominado txírua na língua Cisena (ou Sena) que não é comestível. Para além do nome, a outra distinção entre os ratos comestíveis e não comestíveis é o seu aspecto físico, o txírua é mais volumoso que o rato mbéua, e é um pouco mais castanho.

As pinturas rupestres constituem vestígios da pré-história muito disseminados pela região da África Austral, de maneira geral e de Moçambique, em particular. Elas são um conjunto de manifestações artístico-simbólicas representadas nas paredes e tectos de cavernas, grutas e abrigos rochosos, representando parte integrante do património tangível e intangível das comunidades locais (Macamo &  Jopela in Notice, 2015).

Também conhecido como falso-açafrão ou urucu, colorau é um pó obtido através da trituração dos frutos do coloraueiro ou Bixa orellana, uma planta originária da América Tropical e abundante em alguns países Africanos, incluindo Moçambique.

O distrito de Zumbu está localizado na zona Oeste da Província de Tete, confinado a Norte e Oeste com a República da Zâmbia, a Sul com o distrito de Mágoè através do rio Zambeze e a Este com o distrito da Marávia através do rio Uncanha. A extensão da fronteira com a Zâmbia é de 250 Km a partir de Zumbo-Sede até a localidade de Uncanha no distrito da Marávia. Zumbu dista há 520 km da cidade de Tete, a capital provincial. O distrito de Zumbo tem uma superfície de 12.040 km2, de Zumbu sede à Minga e de Cassenga a Mucangadzi. Administrativamente o distrito está dividido em três postos administrativos, nomeadamente: Muze, Zâmbue e Zumbu-Sede. Na sede do distrito existe uma muralha de pedras que recorda o local onde os escravos moçambicanos eram recolhidos e encaminhados aos seus destinos.

No longínquo ano de 1914 chega à zona hoje conhecida por Nacala, num barco à vela, um enviado especial do regime colonial vindo de Portugal, de nome Fernão Veloso, tendo atracado na parte da praia que fica no bairro de Naherenque. Esta história é contada por Mahamudo Quirine, ancião no bairro Mathapue, em Nacala, uma fonte que se prontificou a partilhar o seu rico conhecimento da história desta região.

O Pórtico de deportações de escravos é um monumento histórico relacionado ao comércio de escravos praticado na província de Inhambane entre 1910 e 1922. Segundo conta Luís Chaúque, Chefe do Departamento do Património Cultural da Direcção Provincial da Cultura e Turismo de Inhambane, a busca dos escravos era feita de noite e tinha como recrutadores os régulos e seus indunas. “Os escravos, enquanto aguardavam sua deportação, eram concentrados na sede da Companhia Boror, que ocupava uma das casas da família Teixeira. O navio que os transportava ancorava em Linga-Linga, há poucas milhas de Nyafokweni, outro centro de venda de escravos”, explicou Chaúque.

A província de Tete no centro de Moçambique é tradicionalmente conhecida pela produção da carne de cabrito, como resultado do abundante rebanho que a província detém, sendo uma das maiores reservas de gado caprino ao nível do país.

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