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Alvo Ofumane

Alvo Ofumane

Kondossano é um lugar histórico localizado na província da Zambézia, concretamente no distrito da Maganja da Costa, 200km da cidade capital Quelimane. O local é usado para a realização de cerimónias tradicionais dirigidas por autoridades tradicionais locais, muitas vezes acompanhadas por autoridades governamentais.

Totonto, Nipa ou Sope, são alguns dos nomes usados para designar o gin tradicional ou simplesmente aguardente, produzido em várias regiões de Moçambique. O mesmo é produzido a partir de variadas matérias-primas, com destaque para cana-de-açucar, cajú, jambalão (Syzygium cumini), citrinos (laranja, tangerina, limão, toranja, ...) e em menor escala usa-se também a manga e alguns frutos silvestres como pêra, massala, entre outros.

Matrilinearidade é uma classificação ou organização de um povo, grupo populacional, família, clã o linhagem em que a descendência é contada em linha materna. Trata-se de um conceito muito importante nas sociedades makhwas do norte de Moçambique, onde a liderança e poder na família é exercido pela mulher e especialmente pelas mães de uma comunidade, as chamadas Aphwiamwenes, em língua emakhwa.

sexta-feira, 04 dezembro 2020 20:03

Xigovia ou Gorigo: uma expressão de vida de um povo

Xigovia é um instrumento musical tradicional, feito a partir de uma fruta redonda que tanto pode ser massala, macuácua ou mabuma. Em alguns casos, também pode ser feito a partir de barro. O mesmo pertence ao grupo de instrumentos do tipo aerofone.

terça-feira, 01 dezembro 2020 20:00

Ophompwa: a vacina contra o mal

A crença em figuras espirituais com poderes sobrenaturais domina a vida da grande maioria do povo moçambicano. A existência do feitiço é usada para explicar vários fenómenos da vida em diferentes cantos do país e, por isso, a população procura formas de afastar o mal de suas vidas, uns por via de oração, e outros por meio de práticas tradicionais.

sexta-feira, 27 novembro 2020 19:56

O Primeiro Hospital (Central) de Moçambique

Construído na Ilha de Moçambique em 1877 por uma equipa das obras públicas vinda de Portugal (Girimula, 2008; Schwalbach e de la Maza, 2010), este foi o primeiro hospital de Moçambique colonial e um dos mais antigos da região sul do deserto de Sahara.

O hospital foi construído com o objectivo assistir não só os residentes da Ilha de Moçambique e província de Nampula, mas também cidadãos de outras províncias do país, bem como doentes de outras regiões, em particular de África Oriental. Mais tarde, deu assistência social e humanitária aos feridos das duas grandes Guerras Mundiais (Girimula, 2008).

De acordo com o médico Moçambicano João Schwalbach (2010), este pode ter sido o primeiro e mais antigo hospital africano ao Sul do Sahara a materializar um conceito epidemiológico de prevenção da transmissibilidade de doenças, visível através dos seus blocos e enfermarias separados para evitar a contagiosidade das doenças transmissíveis.

O hospital central de Moçambique, como era e é chamado, é uma das relíquias e maiores atractivos turísticos da Ilha de Moçambique, pelas suas características arquitectónicas gregas e manuelinas, seus artefactos excepcionais, o que o torna único e incomparável.

TT-/2020-11

Visitar a cidade de Inhambane e não degustar dos famosos bolos de sura “é como visitar a cidade de Roma e não visitar o Vaticano”. Assim afirmam os nativos, num ar de charme e orgulho por uma das iguarias que a cidade oferece aos seus residentes e aos visitantes.

Acredita-se que a capulana começa a ser utilizada a partir do século X, principalmente nos distritos costeiros da Ilha de Moçambique ou Onhiphithi, Angoche, Moma ou Mossuril, por influência dos mercadores árabes. Terá posteriormente chegado à outras regiões do país através dos contactos entre os vários grupos do país.

A Ndumba ou Jungulukwa é o nome (em Citswa) que se dá à palhota Africana, uma habitação em formato circular, predominante em várias regiões de Moçambique e Africanas. A palhota é uma herança arquitectónica dos antepassados e é construída com base em material localmente disponível.

A siri siri (Sesuvium portulacastrum) é uma planta silvestre suculenta, pertencente à família Aizoaceae. Cresce ao longo da costa, nas praias até ao ponto atingido pela maré alta e nas dunas salinas costeiras. A planta protege o terreno do avanço do mar e da salinização associada. Ela captura e armazena a areia trazida pelo vento e tende a formar pequenos montes ou picos, mas não sobrevive quando completamente soterrada. Floresce e frutifica o ano todo. Cada flor abre apenas por algumas horas todos os dias.

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