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Alvo Ofumane

Alvo Ofumane

Otheka, phombe ou mukhodo é uma cerveja tradicional produzida e consumida um pouco por todo o país, com pequenas variações da receita, de acordo com a região onde ela é produzida. No norte de Moçambique é designada otheka; no centro do país é chamada phombe, e no sul de Moçambique é conhecida por mukhodo. A bebida é preparada através da fermentação da farinha de mandioca, designada karacata no norte de Moçambique, e da farinha de mapira.

sexta-feira, 06 agosto 2021 12:18

Molina: da singularidade ao status

Molina é um alimento consumido um pouco por todo o país, sobretudo na região sul de Moçambique, local onde mais se produz a farinha de mandioca a tapioca ou rhale, um dos seus principais ingredientes. Outros ingredientes incluem o amendoim seco ou castanha de caju torrados, açúcar e sal ao gosto.

No distrito de Morrumbala província da Zambézia, 230km da cidade Quelimane, uma atracção natural chama atenção dos nativos e dos visitantes, trata-se de uma montanha supostamente com “porta” de acesso ao interior da montanha. A montanha é denominada Txutxi.

Ekharau ou Ekharaua em língua emakhuwa, é o piercing de nariz usado pelas mulheres makhuwas ou muthiana oreras de Nampula, Cabo- Delgado e Niassa, na sua maioria muçulmanas. Considerado um dos adornos mais preciosos e apreciados no seio das mulheres makhuwas, o Ekharau ou Ekharaua é de origem indiana. Foram as mulheres Indianas que pela primeira vez trouxeram os primeiros piercings ou Ekharaus nas zonas litorais do norte de Moçambique, principalmente nas nos distritos costeiros de Angoche e Ilha de Moçambique.

As sociedades Africanas sempre tiveram formas próprias de interpretação dos fenómenos naturais, um conhecimento que deriva de cada grupo etno-linguístico. Embora marginalizado e até diabolizado por vários séculos, a favor de abordagens científicas convencionais eurocentristas ou ocidentais, este conhecimento ainda prevalece em várias comunidades Moçambicanas.

Achar (por vezes pronunciado atxar em algumas regiões de Moçambique) é nome de uma receita de molho de piripiri, preparado em algumas províncias do país, famoso pela mistura de frutas e outros ingredientes exóticos, o que o torna um dos principais temperos presentes na mesa da família Moçambicana.

As pinturas rupestres fazem parte dos primeiros meios de comunicação deixados pelo homem pré-histórico, e, à semelhança de outros países em África, em Moçambique há vestígios deste património cultural, distribuídos por várias províncias do país. A Tsevele irá trazer nesta série, outras pinturas rupestres espalhadas por todo o país.

Mubhavi em língua Xitswa, Cacana ou Kakana (derivante do nome em Changana, Nkaka), são os nomes locais Moçambicanos de Momordica balsamina, uma planta herbácea trepadeira, ou rasteira, perene, espalhada por quase toda a África, Ásia e algumas regiões tropicais da Austrália e América. Esta espécie cresce em terrenos de cultivo das regiões tropical e subtropical.

Como anteriormente descrevemos neste artigo sobre Mucathe ou Boroa (broa), a província da Zambézia oferece grande variedade de derivados do arroz, mercê da sua posição como um dos maiores produtores deste cereal no país e à criatividade das populações locais para consumirem o cereal de formas diferentes.

A Ilha de Moçambique, à semelhança de muitas outras cidades costeiras de Moçambique, possui um enorme jazigo de pedras sedimentares chamadas de pedra-queijo, devido às suas propriedades quase semelhantes ao queijo e sua característica amorfa.

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