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Alvo Ofumane

Alvo Ofumane

terça-feira, 04 maio 2021 13:04

As missangas: entre a Arte e Sensualidade

A missanga, à semelhança de outras bijuterias, consideradas comuns em outras culturas africanas e/ou Moçambicanas , tem um significado especial na cultura Macua. Com alguma predominância, as mulheres macuas usam missangas tecidas em fios na cintura, como “arma” de atracção e estímulo durante o acto sexual. Algumas donzelas também usam as missangas, no dia do seu casamento, como forma de assegurar um “bom matrimônio”.

sexta-feira, 30 abril 2021 10:57

Rubane: entre o simbolismo e a espiritualidade

Rubane é um famoso incenso obtido a partir da seiva de uma árvore chamada Mussápo, muito usado na província da Zambézia, particularmente nas regiões com predominância muçulmana. Os usuários de rubane acreditam que este seja um bom purificador de ambiente e afugenta maus espíritos.

A sua simplicidade e sabor único tornam a tapioca um dos alimentos predilectos dos residentes da província de Inhambane, com particulat destaque para a cidade de Inhambane, chegando a ser a primeira opção em comparação com arroz e farinha de milho. Não é para menos pois apesar de ser um sabor aparentemente indiferente, carrega consigo uma textura que faz toda a diferença na degustação dos alimentos.

A Fortaleza de São Sebastião foi construída entre 1558-1620, portanto completa 401 anos neste 2021. Para a sua edificação transcorreram 62 anos de trabalho duro, trabalho essencialmente escravo, por via do Xibalo, ou seja, trabalho forçado. A matéria prima para a construção da fortaleza, a pedra, era extraída no bairro de Macúti. Naquela época não havia carro e nem carroça, usava-se a força do homem.

sexta-feira, 16 abril 2021 09:14

Bazaruto: a Ilha protegida pelos deuses

Bazaruto é a maior das ilhas que compõem o Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, na província de Inhambane, sul de Moçambique. Antigamente, a ilha era habitada exclusivamente por duas etnias: a família Huo também designada por Massa e/ou Simango e a família Zivane. Eram estas duas famílias que garantiram a multiplicação da espécie humana na ilha.

Localizada no território do distrito de Inhassoro, a ilha oferece condições óptimas para a prática de turismo natural, de sol e praia. Quase na orla do velho Índico, Bazaruto é um centro de convergência multicultural, onde indivíduos de várias origens geográficas se cruzam para desfrutar do ar puro de moção, oferecido pelo Oceano.

Com sua gente hospitaleira como é característica dos povos de Inhambane (terra da boa gente), a ilha carrega consigo uma mitologia secular que serve de base de comunicação entre os vivos e os ancestrais.

A lenda dos deuses da ilha, foi explicada por Jaimito Zivane, da linhagem dos nativos primeiros habitantes da ilha: desde os tempos remotos, aquela região insular é protegida por deuses, que agem contra agentes externos com intenções obscuras sobre a ilha e os seus habitantes. Estes deuses, não fazem mal a ninguém, sem motivos.

A nossa fonte explica que, por exemplo, os Ilhéus depois de uma festa, não precisam de recolher as coisas para dentro das casas. Artigos como aparelhos de som, mesas, até comida, são deixados ao relento a noite toda, sem que ninguém ouse roubar algo.

Aliás, excepto visitantes desavisados, todo o Ilhéu sabe que na ilha não se rouba, não se subtrai pertences alheios, sob pena de receber castigos severos por parte dos deuses. Na ilha, as manadas de boi, rebanhos de cabrito ou outras espécies, são criados de forma livre sem nenhuma preocupação. Tudo é confiado às mãos dos deuses.

Jaimito Zivane, contou que num passado não muito distante, um grupo de ladrões idos do continente, quis concretizar um plano de viajar à ilha a fim de roubar gado caprino.
Eis que depois do carregamento dos cabritos roubados, o motor do barco não aceitou arrancar, não obstante a insistência e a experiência dos marinheiros. Foi a acção dos deuses. O barco ficou imobilizado até que os Ilhéus aperceberam-se da invasão e agiram.

Outro episódio popular na ilha é o do indivíduo que, encontrando-se no Bzaruto a trabalho, praticou adultério com esposa de um habitante da ilha. O indivíduo em causa, sabendo da reacção do traído, tentou encetar uma fuga. Inexplicadamente, acabou vagueando pela ilha durante quatro dias feito louco, até ser neutralizado. Os Ilhéus acreditam ter sido acção dos deuses que, apercebendo-se de tamanha imoralidade, viram a necessidade de agir.

Os deuses servem, igualmente, como protectores de todos os Ilhéus, incluindo dos visitantes. Para os vivos estabelecerem contacto com os deuses, fazem-no por intermédio de um ancião que, procedendo ao ritual do Ku Phalha, orienta a interacção com espíritos por via de uma cerimônia.

Escrito por Amadeu Quehá para Tsevele

 

terça-feira, 13 abril 2021 11:19

Dança Niketxe: do simbolismo aos mitos

Niketxe é uma dança tradicional praticada no norte da província da Zambézia, concretamente no distrito de Namarroi, 230km da cidade capital Quelimane. A dança é caracterizada pelo uso de cobras venenosas vivas, colocadas no pescoço, nas mãos e na cintura dos dançarinos, entre mulheres e homens.

Xinholo é a designação que se dá à tartaruga marinha na região do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto que, inclui quatro ilhas: Benguerrua, Magaruque, Santa Carolina e Bazaruto. É um réptil marinho, conhecido pela sua sabedoria e inteligência, razão pela qual tem sido apelidado de animal mais sábio do mar, daí a sua longevidade, segundo explicou Manuel Zivane.

Maheu é uma bebida ou um aperitivo, muito consumido na região sul de Moçambique. É normalmente servido em cerimónias ou ao pequeno-almoço. Trata-se de uma bebida simples e com um valor cultural extremamente importante, ao ponto de não faltar em cerimónias, sobretudo, em enlaces matrimoniais.

O bairro ou a cidade de Macuti ou Omakuthini- o que quer dizer casa coberta de palha ou macuthi- situa-se no lado sul da Ilha de Moçambique e possui mais de 1200 casas de construção precária.

O lobolo pode ser entendido de diversas formas, dependendo de como se posiciona quem pretende discutí-lo, bem como suas pretensões. Pode-se colocar, aqui, a esfera sociocultural e a religiosa.

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